segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Divã...
Se tem uma coisa que eu profundamente a-bo-mi-no é iniciar uma coisa qualquer e, sem mais nem menos, não concluí-la. Tudo bem que, hoje em dia, com essa gama de informações que nos chega a todo segundo, em decorrência da globalização, não é nada difícil começar uma coisa e perceber-se depois fazendo algo toootalmente diferente daquilo que se pretendia.
Literalmente remando contra essa maré de inconclusões desenfreadas fruto da pós-modernidade, terminei de ler o livro da Martha Medeiros.
A Martha. Genteeee! O que é essa mulher e o que a sua leitura mágica provoca em nós?! Na falta de descrições que bastem, direi que ela é simplesmente "a" mulher. Não. Lya Luft não precisa ficar enciumada, para mim a Martha é a outra "a" mulher. Rs...
Agora encontrei uma cronista que pode andar de mãos dadas com a Lya. Mãos dadas, porque acho que esse negócio de fazer frente não está com nadaaaa.
Sem mais digressões, o livro é para as mulheres - o que justifica eu estar escrevendo em cor-de-rosa. rs...
O livro conta-nos a história de Mercedes, que inicia o romance casada com Gustavo, e a separação será o estopim para sua total mudança de vida, pensamentos, gostos, filosofias, paradigmas sexuais... enfim, o redescobrimento de sua identidade. Uma vez que a leitura é um processo de (re)conhecimento, acabei me deparando com um livro cheio de sacações originalíssimas com as quais muito me identifiquei. Imaginem que ela procura até um psicanalista! Particularmente, a psicoterapia FOI QUEM me proporcionou esse redescobrimento, quem me ensinou a respeitar meus limites, a localizar meu eixo,a definir meus referenciais de absolutamente tudo, a compreender minhas imperfeições e a ser uma pessoa mais voltada para o entendimento da pessoa que mora dentro de mim, EU.
Agora, a coisa mais genial, e que felizmente só é perceptível ao fim da leitura, é o fato de que Lopes, o psicanalista é, na verdade, cada um de nós que lê o livro, que adentra a história, que mergulha em sua divagações e fica extremamente feliz, triste, grato com cada (re)descoberta que nossa protagonista faz de si mesma.
Um viva beeeem cheio de alegria para a Martha!!!!!!!!
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